Indiscutivelmente, a hipervolemia se enquadra de forma preponderante, dentre os fatores determinantes para o prejuízo do aparelho cardiovascular em pacientes portadores de doença renal crônica, levando a um dos aspectos determinantes para as complicações cardiovasculares mais prevalentes em DRC, a hipertrofia ventricular esquerda.
A hipertensão arterial descompensada, o enrijecimento da vasculatura cardíaca, a estenose aórtica, associada a anemia e hipernatremia são os fatores complicadores principais e são fundamentais nessa discussão, pois o plano de cuidados deverá contemplá-los.
No que tange a rastreabilidade, o ecocardiograma possui recomendação principal para o fechamento de diagnóstico.
No que se refere ao manejo, o enfrentamento prevê a atenuação dos determinantes que perpassa pelo controle da hipertensão, prevenção da anemia, controle rigoroso de líquidos evitando a sobrecarga hídrica, abordagem ao distúrbio mineral-ósseo e a prevenção da hiperfosfatemia.
Discernente, as cardiopatia isquêmicas que encabeçam, dentre as causas mais incidentes de morbimortalidade entre renais dialíticos estão as doenças coronarianas e o infarto agudo do miocárdio auxiliados pela preponderantemente pela arteriosclerose e aterosclerose que inferem alterações significativas na perfusão sanguínea.
Quanto ao fechamento de diagnóstico se opta pela análise de estresse farmacológico pela imprecisão dos testes habituais utilizados para a população em geral para rastreamento da doença cardiovascular. O ecocardiograma, tomografia e ressonância e enzimas cardíacas se mostram mais resolutivos para esse fim. O manejo está estruturado na atenção a angina de peito e doença coronariana estável, que se caracteriza basicamente na monitorização do cliente e da conduta medicamentosa habitual, apenas considerando a utilização de ASS em cardiopatas com DRC pela inconclusão dos efeitos. Frente a reversão da dor torácica durante a sessão de hemodiálise, algumas condutas como a oxigenoterapia, atenção à oscilação da pressão arterial, diminuição da UF ou até mesmo zerar-lá são utilizadas. Já quanto à revascularização, estão dentre as opções a angioplastia, a intervenção percutânea e a cirurgia miocárdica. Vale destacar que a definição da conduta se dá pela análise individual caso a caso.
Fábio Pegos
Especialista em Gestão Pública- UNEB
Especialista em Gestão em Saúde- UNEB
Especialista em Saúde Coletiva- UFBA
Especialista em Nefrologia- ATUALIZA
Especialista em Urgência, Emergência e UTI- Centro Universitário Internacional (UNINTER)
Especialista em Enfermagem do Trabalho- Universidade Cândido Mendes (UCAM)
Especialista em Docência do Ensino Superior- Universidade Cândido Mendes (UCAM)
Especialista em Análise do Comportamento Aplicada - Faculdade Dom Alberto ( FDA)
MBA Executivo em Gestão da Qualidade em Saúde e Acreditação Hospitalar- UNYLEYA
Mestre em Gestão Sanitária- Universidade Europea do Atlântico (FUNIBER)
Membro da Sociedade Brasileira de Nefrologista (SBN)
Membro da Sociedade Brasileira de Enfermagem em Nefrologia (SOBEN)